PhotobucketPhotobucketPhotobucketPhotobucket DES-ENCANTOS .................... blogo de notas

28 de junho de 2016

BREXITemos



  Passados cinco/seis  dias, os estragos provocados pelo referendo inglês são já evidentes: UK sem governo, pulsões racistas à solta, o separatismo a ganhar terreno na Escócia, campanhas de subscrição pública para uma nova consulta popular sobre a Europa no mais curto prazo possível, tentativas desesperadas de protelar o divórcio decretado nas urnas por parte de alguns que mais o defenderam na campanha, os dois principais partidos mergulhados em convulsões internas, uma  crise políticacom inevitáveis consequências no plano financeiro da segunda maior economia europeia, uma fractura social de que só agora vislumbramos os primeiros contornos, uma sensação geral de irresponsabilidade que no fim só afastará ainda mais os cidadãos das instituições.
(DO)

21 de março de 2016

Virginia Astley - With My Eyes Wide Open I'm Dreaming

Boa Noite Virgínia. Soberbos sons



15 de janeiro de 2016

A Tragédia Optimista - A Aldeia foi ao teatro

Foi ontem, com lotação esgotada, no Teatro JBenite-Almada. A Aldeia esteve lá bem representada por quase um vintena de 'residentes'.  Depois de um excelente jantar servido no Restaurante, foi-nos servida a " Tragédia Optimista" : 
é a história do um regimento de marinheiros anarquitas que,- no Mar Negro - por ter desmobilizado durante a Guerra Civil Russa, teve de acolher a bordo uma comissária(Ana Cris, excepcional), enviada pelo governo bolchevique.
Um espectáculo fantástico, com 'quadros soberbos' que procura discutir o alheamento político dos dias que correm. A (re)ver pois está em exibição até 31Janeiro.




5 de janeiro de 2016

Ana Moura - Dia De Folga



....Cada dia é um bico d’obra
Uma carga de trabalhos, faz-nos falta renovar
Baterias, há razões de sobra
Para celebrarmos hoje com um fado que se empolga
É dia de folga!






3 de setembro de 2015

Maria Bethania, Dona Canô e etcs... FOGUETE

Dos momentos mais sublimes da ''família' Bethania Caetano Dona Canô e Cª..





17 de julho de 2015

Fiesta Nacional del Chamamé 2015

La presentación de Coqui Marola en la décima noche de la 25º Fiesta Nacional del Chamamé, desde Corrientes y para todo el Mercosur.



10 de julho de 2015

PAPÔA - Míticos locais onde regresso...

A PAPÔA Mitos são histórias carregadas de significado, moralidade e motivação. Não interessa serem verdade ou mentira. Esse critério simplesmente não se aplica. O mesmo se passa com as metáforas. Funcionam ou não, comunicam ou não o que pretendemos. Esse é o único critério que interessa. As metáforas são parentes dos mitos: estão para cada pessoa e para a sua narrativa de vida como os mitos estão para as sociedades. Metáforas são afirmações ou histórias que sugerem outras coisas para além do que é dito literalmente. Se eu disser que sou como um barco à vela em mar agitado, há qualquer coisa que associo a esta descrição e ...aqui, assim é. A Papôa-Peniche é para mim mítica, significante, metáfora e sinal d eretorno 'aonde se gostou' de descobrir. Passaram muitos anos, as 1ªas férias de praia, os primeiros acampamentos, a bruma fria e provocadora, os corvos bem lá longe, os seixos rolados na maré vazia.... De vez em quando volto, quando Julho chega. Ontem era assim (com o Criola a ver). da HISTÓRIA: Às 22h30 do dia 2 de Fevereiro de 1786 o San Pedro de Alcantara avançava a cerca de seis nós em direcção da costa, excessivamente pesado e com pouca capacidade de manobra. Fontes da época dizem que o mar estava calmo e a noite clara, pelo que só se pode especular que na origem do naufrágio estiveram falhas humanas. Ao embater na PAPÔA o casco partiu-se em dois: o porão afundou-se imediatamente, enquanto o convés flutuou por algum tempo, indo afundar-se mais adiante. Nesse momento perderam a vida 128 pessoas, os restantes 270 sobreviveram. Entre os mortos estava um grande número dos incas, que provavelmente se encontravam no porão presos com grilhetas de ferro. 5ton de ouro e muitas de prata por ali ficaram...

13 de março de 2015

Milagros Caliva

Um prodigio do bandenéon argentino. Chamamé, Milagros!





22 de fevereiro de 2015

Irish Celtic 2014

Foi esta noite no CCB . Soberbos, inovadores, muitobons em tudo: dança, música ao vivo, vozes de sonho ...pura magia



15 de fevereiro de 2015

Pulsações (1)

Pulsar é preciso e necessário, permanentemente.



17 de dezembro de 2014

Na Adega Velha - Mourão

Em volta talhas e talhas, telefonias mais telefonias : aqui na Adega Velha-Mourão é como se estivéssemos em casa do dono, engº Bação. Fica mesmo no meio da vila de Mourão e é uma antiga adega transformada em restaurante típico. Mas se aquelas pedras velhinhas falassem…
Ele vai passeando de mesa em mesa com um copo de vinho na mão, enquanto conversa com os clientes, acompanha no cante, no serviço, À entrada, os seus amigos bebem uns copos enquanto cantam e conversam. E é neste cenário incrível que se podem provar alguns dos melhores pratos alentejanos. O cozido de grão é delicioso (traz carnes, enchidos e um pouco de hortelã) e nunca acaba – e é tudo comido à colher. Se não gostar de grão, escolha a sopa da panela, a de cação com coentros acompanhada com lascas de pão de véspera, que é como se deve servir. Há ainda a perdiz estufada para os aficionados.
Tudo isto vem para a mesa em tradicionais panelas de barro e é acompanhado por um bom vinho feito ‘ali’ e armazenado nas gigantes pipas espalhadas por toda a adega.
Falar do cante alentejano é 'dizer' que a expressão é "cante": não há cá cantos ou cantares, há ‘cante’.Simples. A segunda melhor coisa do cante alentejano é a comida alentejana normalmente à volta do tal balcão cheio de copos de vinho, queijos, tiras de presunto, tomate com ervas, rodelas de enchidos e maravilhosos nacos de pão estaladiço que se canta o cante.




1 de dezembro de 2014

Cristina Branco - Alegria - Deolinda

Fabuloso: Pedro Martins, Cristina Branco e Deolinda no seu melhor....



17 de novembro de 2014

Deolinda - "Seja Agora" - Uma alegoria para o momento

Tem de acontecer, porque tem de ser
E o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é pra acontecer, pois que seja agora
Nós havemos ambos de encontrar
Um destino qualquer
Ou um banquinho bom para sentar
Vai ser tão bonito descobrir
Que no futuro só
Quem decide é a vontade

Link: http://www.vagalume.com.br/deolinda/seja-agora.html#ixzz3JN1mCTua






A Safra Deste Ano

Saffra é um projeto que funde a música tradicional portuguesa com a modernidade do Fado.Gosto.



12 de novembro de 2014

O Barco Vai de Saída | António Zambujo & Ana Moura

 António Zambujo & Ana Moura no Coliseu. Uma leitura-cantada diferente



O barco vai de saída
Adeus ao cais de AlfamaSe agora ou de partida
Levo-te comigo ó cana verdeLembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventuraP'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata venturaBem me posso queixar
da Pátria a pouca farturaCheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vidaCom tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltosQue eu vou de fugida

Sem contar essa história escondidaPor servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutoraFoi pecado
Foi pecadoE foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa


Gingão de roda batidacorsário sem cruzadoao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilhacom sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-írisdesvaira se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunadamarrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronhavou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegriasó vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águasvou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentosarrepiaarrepia
e arrepia sim senhor que vida boa era a de Lisboa


O mar das águas ardendoo delírio do céu
a fúria do barlaventoarreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar vira o barco na curva da morte
e olha a minha sortee olha o meu azar

e depois do barco virado grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcossão mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonhaaquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do infernovai ao fundo vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor que vida boa era a de Lisboa





'Desfado'

Ana Moura e Zambujo em noite especial e única.



20 de outubro de 2014

Caparica...capa rica de cores.

Parece um cliché de 'pôr-do-sol' mas não: diferente este conseguido hoje em fim de tarde de praia, na C Caparica, praia da Princesa: diferente porque de facto não parece Outubro. Serenidade absoluta, ar quente marítimo, beleza infinita.

24 de setembro de 2014

A Aldeia anda cinzenta

A ver pelos posts aqui (não) aparecidos a Aldeia tem primado pelo 'cinzento'. Razões...? São locais-pessoais-intimas-internas-externas e esperemos que não eternas. Salvam-se os 'pôr-do-sol', que só NÒS sabemos, e também este aqui que nem pareece recente mas é.

14 de setembro de 2014

Quinta Do Bill - homenagem ao Toneca

....ao Toneca, ilustre tomarense.



2 de setembro de 2014

de Tiago Pereira

O minho no seu melhor:

Rancho Folclórico de Orbacem - "Góta da Serra d´Arga" Versão de Dem from MPAGDP on Vimeo.

11 de agosto de 2014

North Sea Picture -- National Geographic Photo of the Day

Excelente momento do Mar do Norte. A melhor deste dia...



North Sea Picture -- Street Photo -- National Geographic Photo of the Day

27 de julho de 2014

FRANCISCO FILIPE MARTINS - PRIMAVERA.wmv

Este Senhor da guitarra de Coimbra partiu hoje.  Aqui num dos clássicos maiores que 'fez'.



21 de julho de 2014

Einstein. um texto belíssimo para fazer 'pensar'...Carta a sua filha

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos. Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário -- anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para você. Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós. Esta força universal é o AMOR. Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças. O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe. O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras. O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego. O Amor revela e desvela. Por amor, vivemos e morremos. O Amor é Deus e Deus é Amor. Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor. Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites. Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última. Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada. Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida. Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por você. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que a graças a você, obtive a última resposta. Seu pai, Albert Einstein

25 de junho de 2014

Horas...a nadar

Já não são 12 horas, como antigamente, porque os nadadores são menos, no entanto foi uma manhã e um fim de tarde bem concorridos (e bem nadados!). Como já  vem sendo hábito estas jornadas terminam sempre com um jantar-convívio,- belos churrascos bem acompanhados - e a que desta vez se associou a Alma Alentejana do Feijó, com o seu grupo de violas campaniças.

Fica o documento, desta vez com som e tudo...



20 de junho de 2014

Paulo Bragança - em casa de F.Pessoa (2)

....a despedida: o regresso ao 'alto' de onde viera.

16 de junho de 2014

Paulo Bragança - em casa de F.Pessoa

6 de junho de 2014

CLUBE DE ESPECIALISTAS DO AB4: FOI HÁ 39 ANOS

CLUBE DE ESPECIALISTAS DO AB4: FOI HÁ 39 ANOS: O Mercedes e Vitor Nunes Foi há 39 anos. O AB4 fecharia as suas "portas portuguesas" daí a dias/semanas: esta fotografia foi...

6 de maio de 2014

A 'minha Guerra Colonial' - os tais des-encantos

escrevi em tempos um breve testemunho sobre  'isto' , na página do meu AB 4- base aérea de Henrique de Carvalho, onde passei 'só' 34 meses. Castigo severo, mas tb uma lição que nunca esquec: nos bons e maus momentos.
Aqui reporto-me só ao 'Fecho da Base' e suas peripécias, tendo sido escrito a pedido de um velho amigo. là está há mts meses no Facebook dos que passaram pelo AB4. Reza assim:

'O fechar de portas no AB4 foi antecedido na realidade de inúmeros ‘factos’ que à distância nos (me) arrepiam ainda. Não serei propriamente um traumatizado de guerra, mas ficaram ‘slides’ a P&Branco que, embora incómodos, podem ser revelados hoje sem qualquer dificuldade..
Em 12Junho de 75 foi de facto o despertar para um ‘fim’ que se sabia calendarizado, mas não tão rápido e violento. A cidade foi varrida programadamente por quase 30 horas de ‘guerra civil’ e nos dias/semanas seguintes as noites eram escuras – fora da Base - e tracejadas por morteiros e projecteis que vistos de longe assustavam. Descolar e aterrar eram contudo rotinas sem grandes condicionantes. Impressionava.
Pessoalmente a minha noite de 12/13Junho e todo o resto do dia, foi passado deitado no interior de uma banheira de casa de banho, pois ‘fui apanhado ‘ em plena cidade e pude refugiar-me numa das casas que a F.Aérea ali tinha (Bairro). Horríveis 30 horas, pois não se adivinhava o que estaria a acontecer em redor. Só uma operação feita por Comandos do M.Ex. nos evacuou para o Ab 4.
A destruição, com mortos à mistura (a maioria dos 3 ‘movimentos’ envolvidos), era imensa e foi aí a debandada dos civis para perto dos ‘aviões’ na ânsia de sair e de ter mais (aparente) protecção.
A enfermaria da Base parecia um bloco operatório, - porque não uma morgue - aonde chegavam também feridos de outras localidades. Era um caos absoluto. Talvez dos locais mais assustadores, quando se olha para trás. 

Um comandante da Fnla, recordo, apareceu em maca, consciente, com um grande ‘buraco’ num dos ombros, tapado com uma rolha de papel…São imagens que não saem.
As ‘oficinas’ da Base tinham como única missão fazer ‘caixotes ‘ em madeira, em 1º lugar para envio de haveres dos civis e militares da Base, para Luanda e depois via marítima da Portugal. Depois outros foram feitos para amigos e fornecedores do AB4. Eu próprio acompanhei a feitura de alguns. Também devo ‘confessar’ , neste contexto, que consegui que alguns amigos da Base ‘transferissem ‘ legalmente algum dinheiro via Agencia Militar para Lisboa. Como? Utilizando autorizações do COMRA2, a autoridade aérea em Angola, de militares e civis que não possuíam o ‘total’ que lhes era autorizado. (Em Lisboa em Setembro , andaria por 
cá em contactos e viagens fazendo a distribuição,  ; dias depois e por essa altura a Agencia Militar ‘falirá’, é o termo. Houve ruptura absoluta, que só foi (seria) reposta suponho que em Dez/ desse ano. Os valores médios transferidos eram de 30/50 contos à época).
Em H Carvalho, entretanto, para quem tinha assuntos administrativos/bancários/escolares…foi muito complicado. Recordo ter ido em princípios de Agosto, ao Banco de Angola, junto do Pinto e Irmão visar um cheque de 130 mil contos, do AB4, - saldo apurado na conta corrente-liquidação para entregar em Luanda), em 2 jeeps e havia ‘gente armada’ e tiros avulsos em sítios diversos. O comércio estava fechado, quase literalmente. Um susto perfeito, que nem nos filmes.
A cozinha da Base era grande …mas pequena para tentar alguma ajuda aos ‘civis’ acampados nas redondezas. O total de militares em Agosto não andaria pelos 50. Não registei nomes nem números, porque na realidade ‘todo o mundo queria cavar’ e do outro lado da linha havia uma mensagem no ar: “nem mais um militar para as colónias”.
Agora a sinopse desta ‘photo abaixo.

 Nas noites, um pouco frescas de Agosto, reuníamos e petiscávamos noite dentro à volta da ‘fogueira’. Gin, whiskie, Casal Garcia e cerveja havia em quantidade e cozinhávamos na cozinha da Base. A fotografia foi feita junto dos alojamentos de ‘oficiais’ e lá está o Maj. Fermeiro, eu próprio, todos sempre à civil o que não deixava de ser um hábito. Lembro ainda que a luz mesmo dentro do AB4 faltava muitas vezes assim como a água…
Pena não haver – penso que ninguém teve essa preocupação – um a fotografia de ‘família’.
No verso desta ‘dita’  abaixo escrevi à mão “ Um final feliz…”
Talvez.



25 de abril de 2014

Zeca Afonso - Grândola Vila Morena na TV-Galicia



Das mais espantosas interpretações de Grandola. Na Galiza.





20 de janeiro de 2014

Rino Stefano Tagliafierro - 'B E A U T Y'

Dar vida á beleza estática de tantos anos...fantástico.



Rino Stefano Tagliafierro - 'B E A U T Y'

Dar vida á beleza estática de tantos anos...fantástico.



B E L L E Z A

in DN:  «Numa curta-metragem denominada "Beauty", o artista italiano Rino StefanoTagliafierro seleccionou mais de 100 pinturas clássicas e submeteu-as a um tratamento digital de animação que lhes "deu vida".

Referindo-se ao trabalho de Tagliafierro, Giuliano Corti, docente no Instituto Europeu de Design, afirmou que "esta intervenção de Tagliafierro trouxe de volta à vida a força dos gestos imobilizados nas telas, dando-lhes um novo movimento e sentimento ao libertá-los da sua rigidez", adiantando que "era impensável há alguns anos atrás que estas imagens imóveis que a história da arte nos ofereceu, ganhassem agora outra dimensão e beleza através da animação digital".» 

19 de dezembro de 2013

"Eu Tenho Um Melro" -

Os  Deolinda no Coliseu dos Recreios 2011. Magistral  interpretação.

8 de dezembro de 2013

A nascente da Ribeira de Pêra

..aqui na Lousã, nascente da ribeira de Pêra, onde os sons, os aromas e a beleza límpida nos enchem. Experimentem penetrar neste mundo admirável quase esquecido...Foi hoje.

14 de novembro de 2013

nostalgia-boa

....
There was something in the air that night 
The stars were bright, fernando 
They were shining there for you and me 
For liberty, fernando 
Though I never thought that we could lose 
There's no regret 
If I had to do the same again 
I would, my friend, fernando 
Yes, if I had to do the same again 
I would, my friend, fernando...



http://www.youtube.com/v/dQsjAbZDx-4?autohide=1&version=3&autoplay=1&attribution_tag=TG4Iv8fZCEKO-3RxhQu54g&autohide=1&showinfo=1&feature=share

8 de novembro de 2013

Vitorino, a noite passada...


Foi ontem à noite no 'Cantinho do Jorge'. Vitorino e J. Balula Cid no seu melhor.
Uma noite para relembrar 'aqui '.



Vou-me embora vou partir mas tenho esperança
 Vou correr o mundo inteiro quero ir
Quero ver e conhecer, rosa branca
 A vida dum marinheiro sem dormir
 E a vida de um marinheiro, branca flor
Que anda lutando no mar com talento
 Adeus, adeus minha mãe, meu amor
Tenho esperança de voltar com o tempo
 Adeus, adeus minha terra vou partir
 Mal de ti jamais direi a ninguém
 Dá o mundo muita volta, quero ir
 Não sei se cá voltarei, nota bem

5 de novembro de 2013

O Azereiro: Só mesmo a tiro!Venha o Buiça...

O Azereiro: Só mesmo a tiro!: Este grandessíssimo filho da puta sabe que a sua futura pensão não será atingida pelos cortes que defende de forma intelectualmente deso...

29 de outubro de 2013

Leva-me aos Fados, Ana...lá eu sossego!

21 de outubro de 2013

Novidades de Henrique Almeida Cayolla: Carta a um filho que emigrou

Novidades de Henrique Almeida Cayolla: Carta a um filho que emigrou: "Carta a um filho que emigrou", Nicolau Santos 23 de Setembro de 2013 às 11:27 "Não sei, meu filho, como te vai corre...

"

Carta a um filho que emigrou

"CARTA A UM FILHO QUE EMIGROU", NICOLAU SANTOS

23 de Setembro de 2013 às 11:27
"Não sei, meu filho, como te vai correr a vida, agora que foste à procura de emprego fora de Portugal. Nem a todos os teus amigos que estão no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, China, Angola e Moçambique. Sei somente que a tua geração se preparou, esforçou, estudou, trabalhou arduamente para ter um futuro diferente deste. Sei também que houve gerações antes da vossa que lutaram, sofreram, morreram para que este país fosse diferente e que não mais os seus cidadãos tivessem de emigrar para poderem ganhar a vida condignamente.
Sim, eu sei que a tua geração está mais bem preparada e é muito mais cosmopolita do que aquelas que emigraram nas décadas anteriores. O mundo para vocês não é algo desconhecido e que atemoriza. E sei que há muita gente que defende que esta emigração é excelente, porque vos coloca perante outras realidades profissionais, vos permite criar uma realidade internacional de contactos e vos possibilita experiências que vos tornarão não só melhores especialistas nas vossas áreas como cidadãos do mundo.
Contudo, todos nós deveríamos ter o direito de viver no país onde nascemos. Emigrar por vontade e decisão é uma coisa, emigrar por necessidade e obrigação é outra muito diferente. Mas foi aqui que chegámos de novo: um país que não consegue criar empregos para os seus melhores ou que lhes oferece €700 euros por mês, que forma investigadores e cientistas em catadupa, mas que depois não lhes proporciona emprego nas empresas nacionais, que investe fortemente através dos seus impostos na formação altamente qualificada dos seus jovens e depois os deixa partir sem pestanejar para colocarem os seus conhecimentos ao serviço de outros países.
Sei ainda mais. Sei que vocês não deixam cá mulher (ou marido) e filhos. Vão constituir família nos países para onde foram obrigados a partir, ter filhos por aí, criar raízes noutras latitudes e com outras nacionalidades, o que tornará o regresso bastante mais difícil. Além disso, com a situação económica e etária que o país vive, este vai lenta e melancolicamente afundar-se com uma população de pobres, velhos e doentes, o que obviamente não atrai nem a energia nem a alegria dos jovens, nem o desejo de voltarem a viver por cá. Vocês voltarão algumas vezes pelas férias, mas a vossa vida será definitivamente nos países que vos acolheram e recompensam condignamente o vosso trabalho.
Vocês continuarão ligados a Portugal e vão até valorizar tudo o de bom que existe neste país, esquecendo a mediocridade, a inveja, a avidez, a corrupção, a luxúria, as desigualdades, a burocracia, a incompetência, o desrespeito por reformados, doentes e desempregados. Tentarão saber notícias pela net, ler livros em português, ver algum jogo de futebol nos computadores, enfim, sentirão vontade de estar mais ou menos a par do que por cá se vai passando. Mas pouco a pouco a distância, as exigências profissionais, os compromissos familiares vão sobrepor-se e vocês ir-se-ão distanciando do país e integrando cada vez mais noutras realidades, perante a indiferença da classe política e o incentivo do primeiro-ministro, que desconhece que um país que perde os seus melhores só pode ter um futuro sombrio à espera.
Parafraseando Jorge de Sena, que foi obrigado a exilar-se e sempre sentiu enorme raiva por isso, não sei que mundo será o teu, mas é possível, porque tudo é possível, que seja aquele que desejo para ti. Mas queria que fosses tu a escolhê-lo e não que te obrigassem a emigrar. E isso dói. A ti, a mim, à tua família, aos teus amigos. E devia doer, e muito, ao teu país."

21 Setembro 2013, Nicolau Santos, Suplemento "Economia", Jornal Expresso."

9 de setembro de 2013

INQUALIFICÁVEIS...estes pulhas

É este o meu entendimento da lei de limitação dos mandatos dos autarcas, edis, generosos e desinteressados servidores das populações locais em nome das quais se dispoem a todos os sacrifícios a a sofrer todos os enxovalhos, mais os apodos (boa!) com que são mimoseados (boa, de novo) os familiares.
Julgava eu que a lei (de limitação de mandatos!)fora feita para....ou  servia para impedir (ou limilitar) que tais benfeitores se eternizassem a fazer obras destas (na foto), rotundas, pavilhões multiusos, espaços em geral, a receber comissões (de melhoramentos, claro). Mas não, segundo a interpretação do TC, a lei expelida pelos senhores deputados da Nação, considera que, depois de especializados em "fazer obra" numa câmara, a sua experiencia não deve ser perdida e podem ir câmarar ao lado, levando consigo o chefe de gabinete, a secretária, o chefe dos serviços de engenharia, obras urbanizção e cunhas, a agenda com os telefones de patrocinadores, benfeitores e compadres, sem esquecer o chófer que já conhece os locais que o senhor presidente frequenta, do que ele gosta.
Enfim, depois do acordão, fiquei esclarecido: a razão da lei é a de que os edis e autarcas são como os ruminantes, necessitam de mudar de pastagem de tempos a tempos!

8 de setembro de 2013

Ry Cooder - Cancion Mixteca (Paris, Texas)


seguramente um dos mas belos temas - intimistas da história do cinema com Ry Cooder

28 de agosto de 2013

Serenade de Schubert

24 de julho de 2013

Quinta do Bill e Banda F. Gualdim Pais - De 2ª a 6ª feira

21 de maio de 2013

Rastolhice alentejana

Ouvir e deliciarmo-nos com 'modas' verdadeiras

Rastolhice - "Pastora" from MPAGDP on Vimeo.

6 de maio de 2013

Um grande ano de ...

...nêsperas, sim sr. Em grande.Estas apanhei-as há poucas horas e já aqui disse e escrevi, as nêsperas possuem propriedades anti-inflamatórias, sendo úteis em casos de gastroenterite e afins e também para fortalecer o sistema imunológico devido ao seu alto teor de vitamina C.  Os benefícios ao que se diz:

•Melhoram o sistema circulatório;
•Têm efeito adstringente;
•São tonificantes e diuréticas;
•Adequadas a todas as dietas pois é pouco calórica,
•Ricas em cálcio e em fósforo;
•Reduzem o colesterol imaginem;
•Diminuem e até anulam a prisão de ventre devido ao alto teor de fibras;
•Têm efeito protetor das mucosas do estômago e do intestino e são ricas em betacaroteno, fibra, potássio e vitamina A,BC etc fazendo maravilhas nos cabelos, pele e olhos...e na cabeça
100 gramas de nêsperas possuem apenas 45 calorias, imagine-se!



19 de abril de 2013

Cá do alto

Cá do alto da Madeira uma sensação-visão incrível : com 20C de temperatura a 1650m...uma nuvem perfeita estendendo-se mansa e rápidamente sobre os picos à minha frente. Fabuloso espectáculo, num local que raramente tem esta temperatura e esta visibilidade tão forte.

12 de abril de 2013

O voo da cegonha

Comunicámos durante minutos de viva voz, chamei, apitei...e ela foi-se não gosta de telecomunicações. Fantástico o ninho ali bem perto sobre a Ribeira da seda, perto de Alter do Chão.
Ah! E o alentejo com todas as suas ribeiras transbordando é fantástico e enche-nos de esperança e bem-estar, disso não tenho dúvidas.  Mas este voo da cegonha...meu Deus!!!

9 de abril de 2013

Sou Celta (2)

Os Chieftains nos seus 50 anos...celtas puros!
Ao minuto 6.30...parem e respirem a beleza única...


1 de abril de 2013

Sou Celta ...

A música de origem celto/galaica sempre me encantou.

27 de março de 2013

Constantemente assim..

  Foi há algumas noites atrás.
  Silente, calma e constante a vila espraia-se até ao Tejo.
  Até ao Zêzere.  É Constância na sua plenitude.




25 de março de 2013

Está uma chuva miudinha ...

...mas eu prefiro esta outra 'gotinha' do Antonio Zambujo.
Na Culturgest ainda e sempre com o Grupo se V.N.S.Bento.
Um espanto que não esquecerei.

17 de março de 2013

Fuelles Correntinos





Simplesmente brilhantes estes 'amigos do Chamamé' argentino.

Dificil de classificar.

2 de março de 2013

3 de MARÇO




Neste campo onde me canso tanto

Ó meu lindo amor ai
Neste campo onde me queima o sol
... Neste campo nada é meuÓ meu lindo amor.
Tudo o que valho está no meu trabalho
Ó meu lindo amor ai ai
Tudo o que valho da manhã ao sol poente
É de quem engana a gente
Ó meu lindo amor.
Quando falo é porque já não calo
Ó meu lindo amor ai ai
Quando falo é quando sinto a fome
e a dor que nos consome
Ó meu lindo amor
É a revolta, já nada se suporta
Ó meu lindo amor ai ai
É a revolta que nos dá esta vontade
de matar e de morrer
quando a terra trabalhamos
e não nos deixam colher.
Ó meu lindo… amor … ai… ai



31 de dezembro de 2012

Voo a P&B

Uma pausa para assinalar esse ano cinzento que tantos pressentem.
Que seja um 'voo menos cinzento ' que a ameaça prediz prevendo.

22 de dezembro de 2012

Caparica no paredão

Hoje demanhã: 12 km pelas belezas circundantes da Caparica.

10 de novembro de 2012

O LUGAR NO TEMPO: ESTAMOS JUNTOS!

O LUGAR NO TEMPO: ESTAMOS JUNTOS!: Há 13 anos foste para Cabo Verde, ilha da Boa Vista, como professora cooperante, leccionar Língua Portugue...

4 de outubro de 2012

Barrenta 2

A Barrenta tornou-se uma caso sério e único no contexto dos eventos populares e culturais deste país: 42 habitantes recebem e realizam o maior (dos maiores pelo menos) encontro de concertinas. De concertinas e muito mais. Um perfeito Case-study'.

2 de outubro de 2012

Barrenta 1

28 de setembro de 2012

Barrenta 2012

“XI Encontro Nacional de Tocadores de Concertina”. Encontro de referência nacional deste instrumento, que o fez rejuvenescer no centro/sul do País.A Barrenta é já ali, serra dos Candeeiros, bem lá no fundo dum vale; tem 42 habitantes ...atenção ! onde a perseverança colhe resultados, como se verá . Já passaram 10.
A Barrenta acolhe assim mais de 5000 visitantes neste encontro, 200 tocadores  representantes de várias as regiões do país, muito estacionamento, boa comida, porco no espeto, os 'pitéus'...
Lá vai estar  Carlos Pinto o tocador referência - neste cartaz- que vem lá de Dalvares, ao que sei.


12 de agosto de 2012

Gostei

a abrir e a fechar foram excelentes estes 'ingleses'. criativos e objectivos.

4 de agosto de 2012

a adega velha(íssima)

ontem serviram-me música ao almoço na adega velha:
o cante acompanhou o cozido e o cação. imperdíveis estes ambientes de Mourão


Moura encanta(da)

Moura noite dentro é de encantos
encantos de que tanto precisamos.
fascinante ontem com 32ºC - 22h locais.

23 de julho de 2012

encantos de fim de tarde

é por aqui que me quedo aguardando a noite quente e silente.

27 de junho de 2012

Sintra - Pena ao fundo

 almoçando sob a égide/olhar-encanto desta divindade romana.
 Ospitalitá.

18 de junho de 2012

floriade -10

17 de junho de 2012

Floriade -9

                                       

16 de junho de 2012

Floriade- 8

 

15 de junho de 2012

FLORIADE -7

                                        
                                         A sala de jantar Bio-verde...Detalhes únicos e mágicos.

14 de junho de 2012

Floriade - 6

                                         Inovação e beleza. Sunflowers?..talvez...

13 de junho de 2012

Floriade -5

12 de junho de 2012

Floriade- 4-

                                       Viver com a natureza dentro de si é o lema deste certame

11 de junho de 2012

Floriade-3

9 de junho de 2012

Floriade-2

8 de junho de 2012

Floriade 2012

   Venlo é já aqui à frente...

22 de maio de 2012

é relvas ou reles!

'não, não , não, não e mais uma vez não' - em retrato inverosimil.

e depois do Adeus

Como só uma letra pode definir uma época...

Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas:
No Estado Novo (1926-1974), de Salazar, o lema era: "Deus, Pátria e Família!"
Na democracia, por espantoso que possa parecer,chegámos  ao lema  praticamente igual, apenas aumentou... uma letra.
De facto, o lema actual, sugerido por Passos Coelho, que Portugal segue, é:
"Adeus Pátria e Família!"

12 de abril de 2012

SIM CHICO....

O Chico tem razão.

6 de abril de 2012

Syntagma -JJL

MORRER DE PÉ NA PRAÇA SYNTAGMA


Quando se ouviu um tiro na Praça Syntagma,
logo houve quem dissesse: “É a polícia que ataca !”.
Mas não, Dimitris Christoulas trazia consigo a arma,
a carta de despedida, a dor sem nome, a bravura,
e vinha só, sem medo, ele que já vivera os tempos
de silêncio e chumbo do terror dos coronéis.
Mas nessa altura era jovem e tinha esperança.
Agora tudo isso findara, mas não a dignidade,
que essa, por não ter preço, não se rende nem desiste.

Dimitris Christoulas podia ser apenas um pai cansado,
um avô sem alento para sorrir, um irmão mais velho,
um vizinho tão cansado de sofrer. Mas era muito mais
do que isso. Era a personagem que faltava
a esta tragédia grega que nem Sófocles ou Édipo
se lembraram de escrever, por ser muito mais próxima
da vida do que da imaginação de quem efabula.
Ouviu-se o tiro, seco e certeiro, e tudo terminou ali
para começar logo no instante seguinte sob a forma
de revolta que não encontra nas bocas
as palavras certas para conquistar a rua.
Quando assim acontece, o silêncio derruba muralhas.
Aos jovens, que podiam ser seus filhos e netos,
o mártir da Praça Syntagma pediu apenas
para não se renderem, para não se limitarem
a ser unidades estatísticas na humilhação de uma pátria. Não lhes pediu para imitarem o seu gesto,
mas sim que evitassem a sua trágica repetição.
E eles ouviram-no e choraram por ele, e com ele,
sabendo-o já a salvo da humilhação
de deambular pelas lixeiras para não morrer de fome.

Até os deuses, na sua olímpica distância,
se perfilaram de assombro ante a coragem deste gesto.
Até os deuses sentiram desprezo, maior do que é costume, pela ignomínia de quem se vende
para tornar ainda maior a riqueza de quem manda.
A Dimitris bastou um só disparo, limpo e breve,
para resumir a fogo toda a razão que lhe ia na alma. Estava livre. Tornara-se herói de tragédia
enquanto a Primavera namorava a bela Atenas,
deusa tantas vezes idolatrada e venerada.
Assim se despedia um homem de bem,
com a coragem moral de quem o destino não vence.

Quando o tiro ecoou na praça de todas as revoltas,
Dimitris Christoulas deixou voar uma pomba,
uma borboleta, uma gaivota triste do Pireu
e disse, com um aceno: “Eu continuo aqui,
de pé firme, porque nada tem a força de um homem
quando chega a hora de mostrar que tem razão”.
Depois vieram nuvens, flores e lágrimas,
súplicas, gritos e preces, e o mártir da Syntagma,
tão terreno e finito como qualquer homem com fome,
ergueu-se nos ares e abraçou a multidão com ternura.

José Jorge Letria

6 de Abril de 2012

20 de março de 2012

Primavera com Zeca Afonso

UM ESPANTO ESTE VÍDEO.



19 de fevereiro de 2012

a árvore do amor (II)

O coração de há dias atrás já não existe. Vento forte ou fenómeno estranho transformou este 'local de culto' nisto:uma monte de ramos e troncos estranhamentee deitados e eternamente adormecidos. Uma pena! Vou ter saudades de aqui passar.

17 de fevereiro de 2012

A árvore do amor



Foi exactamente em plena Mata dos Medos que há dois dias pude captar este 'take': nos muitos anos que este tronco já conta podemos 'descortinar' ...este coração, perdido entre o verde cerrado da floresta.
Chegar ali não é fácil, descobri-lo também não.
Chegar aos corações nem sempre é fácil, não senhor!

14 de fevereiro de 2012

S.Valentim

M Chagall é uma refrência deliciosa. De S. Valentim, como referência histórica, tenho todas as dúvidas.

26 de janeiro de 2012

o meu Linus

Um trabalho publicitário quase perfeito, o do meu 'Linus'.

24 de janeiro de 2012

quarto crescente

ontem não havia lua. nem havia 'sony'. um simples telemóvel ...e não resisti.

16 de janeiro de 2012

a primeira lua de encantar



foi a primeira lua cheia do ano. gosto dela. gosto de todas as fases, do crescente ao minguante, da nova a esta sublime bem cheia. por todos os seus simbolismos, pela sua beleza, pela luz de prata que deixa qualquer praia e qualquer campo especiais e deslumbrantes. gosto da energia intensa que a lua, esta cheia em especial, proporciona.
foi há dias na Praia da Morena quando despontava sobre a arriba fóssil.

31 de dezembro de 2011

Cuidado com a dose

nos últimos momentos-horas do ano a certeza de que há que dosear:

26 de dezembro de 2011

os últimos parecem os primeiros...

foi há dias atrás e parecem serem os primeiros da época. afinal são os últimos cá em casa, o mesmo é dizer no 'jardim'.já lá está a flor-espectáculo.

23 de dezembro de 2011

eppy cristmas ende gud niu iar

Aos passantes, visitantes ou curiosos que por aqui passem votos de que o Natal
seja acima de tudo um tempo de serenidade paz interior e partilha.
E que a anunciada/dada crise não vos faça perder o 'esperança'
Gosto deste 'presépio' de mão amiga.

20 de dezembro de 2011

os 75 anos do Dakota

Sabem alguns dos meus amigos do meu fascínio por este avião, o DC3 - Dakota- o de maior longevidade na história aeronáutica, um autêntico dinossauro da aviação. Voei muitas horas nele, e a nostalgia por vezes chega. Vejam este vídeo 'made in USA', e percebam os porquês deste fascínio. Um voar absolutamente fantástico e acima de tudo com prazer e segurança.





18 de dezembro de 2011

Loreena Mck

Bela e doce e nada perigosa eis a diva canadiana que canta assim:

9 de dezembro de 2011

Na Mata dos Medos - 3

belos e perigosos todos os dias vão aparecendo.

7 de dezembro de 2011

Na Mata dos Medos - 2

sempre frescos, sempre 'belos'.

1 de dezembro de 2011

Na Mata dos Medos

Cada dia uma 'novidade'.

20 de novembro de 2011

Vazante

De Chico Lobo.Seguramente das mais belas interpretações ao vivo do Chico.

15 de novembro de 2011

vermelhos

manhã mágica mo meu jardim acompanhada de muita chuva, depois de uma noite futebolistica mágica vermelho-verde.

23 de outubro de 2011

silêncio sinistro

" O silêncio da praia , olhando a arriba fóssil da caparica - com os Medos em fundo - o mar revolto, levou-me parabem longe até encontrar , morta no areal, esta enorme tartaruga, imagino que trazida pela maré forte da noite passada. Do Indico, das Caraíbas, sei lá? era um assutador quadro; já sem a carapaça, esquartejada, decepada...aguardando que os serviços competentes a levem...



6 de outubro de 2011

Crise: a fama que vem de longe

Palavras para quê ...depois de tantos anos.

28 de setembro de 2011

100 dias de desencantos

"É espantoso como, no espaço de poucos meses, tanta coisa mudou. Não só nas nossas expecta­tivas mas, principalmente nas nossas atitudes. Apesar de algum debate nos media, de algumas declarações políticas mais fogosas, de alguma indignação localizada, de alguns dirigentes sindicais mais aguerridos, aceitamos como inevitável esta crise e pare­cemos resignados a sofrê-la. Na esperança, ténue, de que um dia passe. Enchemos bem o peito de ar, fechamos a boca com força e aceitamos que, durante os próximos anos, nos devemos resumir a tentar manter o nariz fo­ra da água, apenas o nariz, sem fazer ondas, sem fazer barulho, sem gritar, sem protestar, sem dar nas vistas, sem viver, ondulando ligeiramente os braços para nos mantermos à tona, sem olhar quem está à nossa volta, concentrando-nos apenas na nossa respiração. A palavra de ordem é, apenas, respirar. Respirar e esperar. Até que passe. Ou até que nos habituemos. Respirar assim só é difícil nos primeiros anos. Depois, habituamo-nos. É uma questão de ritmo."Não é que queiramos, não é que gostemos, mas sabe­mos que fomos vencidos. Não sabemos quando, nem como, nem por quem, mas sabemos que fomos vencidos. Ê verdade que sonhámos que não íamos ser vencidos mas hoje é evidente que esse sonho não tinha sentido. A derrota era inevitável. Toda a gente diz.Mas isto não é uma crise. Nem é uma simples derrota. Nem sequer é uma guerra. Isto é uma ocupação." VMalheiros in publico

23 de setembro de 2011

no adeus a José Niza



Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Em Galiza ficas sem homens
que po ssam co rtar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará

16 de setembro de 2011

Linus-2

Aprender de pequenino é que é. Primeiro as letras, os números; depois os teclados, carregar no ESC. Perfeição. O Carriço deve ter ficado com pena.




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