PhotobucketPhotobucketPhotobucketPhotobucket DES-ENCANTOS .................... blogo de notas: Fevereiro 2007

19 de fevereiro de 2007

despeço-me sra.ministra...

...por carta aberta.

...será mais uma carta aberta , que certamente não vai ter tempo de ler... apesar de já ir aberta eu sei é nula a sua disponibilidade para ler algo que a faça ‘pensar’. Vou por isso ser breve, como breves devem ser as despedidas...
Tempo houve em que lhe dei o benefício da dúvida. Esse tempo acabou, esgotou-se e ‘agastou-me’. Fui duvidando, hesitando, irritando, esgrimindo, e às vezes, até sorrindo.
Que há que intervir, reformular, alterar com certeza, tantos são os ‘erros’ de tantos anos acumulados ; por aí a sra. teria e tem razão.
Mas quanto a professores é preciso distinguir uns dos outros! Preguiça, incompetência, oportunismo, falta de profissionalismo, fuga ao trabalho são algumas das características que o seu ‘gabinete’se encarregou de transmitir para a opinião pública e que pessoalmente repudio e devolvo à '5 de Outubro'. E acrescentar tudo isto a uma classe docente já desvalorizada e maltratada… Basta!(...Já agora: aquela história do prémio nacional...fez-me rir! O boicote deveria ser a resposta.)
Longe vão os tempos em que os professores "brilhavam" e em que a escola era considerada uma "fonte sagrada’ como escrevia um tal Moreira da Silva.
Mas queira ou não queira, é preciso distinguir uns dos outros! E a sra. errou, erra e sublinha esses erros com esse seu ar autoritário!
-errou atacando os professores em vez de atacar o que devia e quem devia...Olhe à sua volta e avalie com seriedade as condições físicas,humanas, materiais...etc (já agora há-de um dia analisar o que se passa no ‘Superior’...não convêm tocar no vespeiro onde moramos, eu sei!).
-errou ao meter no mesmo saco os bons e os maus, os competentes e os incompetentes (dividiu para reinar...) e fez germinar este mar de desencantos que avassala a ‘Escola’... Talvez mesmo por isso tenha desaparecido das '1ªs paginas'e das TV's nos últimos tempos.
-errou ao dizer que o insucesso escolar no nosso país se deve aos professores e tão só a eles... Mais um ’Simplex’...que vindo de si é de bárbara atitude. Baixa e primária. Governar p’rá opinião pública é perigoso.
-errou ao pôr-se ‘sempre’ contra todos os professores parecendo que, neste processo, somos nós os descartáveis, a escória com que pouco se pode contar! Conseguiu assim uma unanimidade jamais vista…e saiba que já conheci trinta ministros da educação! Passe uma manhã, um dia numa sala de professores , numa sala de trabalho de uma qualquer escola e sinta 'in loco' como é e como se pensa da actual situação.
-errou, porque a contínua instabilidade, as alterações avulsas, as decisões diárias, as contradições ( o caso da TLBES é paradigma)as justificações esfarrapadas, a conflitualidade adormecida num ECD, o aparecimento no horizonte de prfs. titulares e ‘suplentes’…condicionam e desanimam quem queira trabalhar. Quanto aos seus acólitos ...é melhor esquecer. Depois, bem, o que é verdade hoje amanhã poderá ser mentira e tudo isto vai pesando e tornando penosa a vida docente. Indecente!
Como quer a Sra. Ministra estabilidade docente, por que tanto clama, convencendo apenas quem ignora a realidade do que é ser educador,e se qualquer uma das acções que toma vai no sentido de criar instabilidade e insatisfação? Como quer a Sra. Ministra docentes produtivos e colaborativos se instiga ao fascismo redutor, como se lidasse com gente disposta a rebaixar-se aos seus pés sem que lhe fosse levantado um par de olhos? Como quer a Sra. Ministra um alto nível de rendimento escolar quando não percebe que tudo isto é um assunto sério. Sra. Ministra não estou aqui para brincar muito menos para me sentir cada vez mais incomodado!
Por isso e porque os anos pesam muito,- trinta e nove anos de serviço ...pesam mesmo muito!-...- porque a ‘escola’ provoca uma erosão profunda, especial aspecto que a sra. e 'os seus'se recusam a aceitar, decidi pôr fim a esta longa ‘paixão pela educação’...paixão que a sra. não tem e não terá.
Estou cansado, desiludido e farto; ainda a Sra. se sentava nos bancos da escola e já o signatário ‘batia forte nas savanas e nos céus de Angola’, com tempo ainda para dar aulas a três turmas que de outro modo as não teriam.
Por isso, e pelo muito a que tenho assistido decidi com alguma amargura bater com a porta e ir-me embora. Bato com a porta porque devo e porque posso bater, óbvio.
Não foi fácil decidir, não foi; mas podendo-o fazer ...alivia.Fique com as chaves!

frágil, e com razão...

Com a devida vénia transcrevo, por não ser possível 'linkar', o seguinte texto de Dolores Garrido(in Educare) que considero uma 'adenda' à minha carta aberta.

"Apetecia-me repetir: estou frágil, sinto-me frágil… embora não queira ficar mais frágil. E muito menos dar ar de frágil. Estou frágil, porque deparo, em aulas de substituição, com alguns alunos que preferiam não fazer nada (e em alguns casos era bem melhor ficarem no recreio para libertarem energias) e tenho de arranjar forças para os convencer do contrário. Frágil, porque não sei se devo, se posso, se quero concorrer a professor titular. Porque já desempenhei diferentes cargos na escola. Porque quero dar aulas. Porque não sei quem vai avaliar. Porque muitas vezes a palavra oportuno é uma versão light do oportunismo. Porque compreendo os colegas com vontade e direito de se afirmarem na carreira, e que não sabem em que patamar vão ficar e se quem deveria seguir pela escada vai subir mais depressa de elevador. Porque, como também diz a cantiga, é triste a sensação de ficar a perder.
Frágil, porque nunca fui de faltar e sempre ouvi que os professores eram todos uns faltosos. Frágil, porque, como os programas e os tempos mudam, continuo a sentir necessidade de estudar, de preparar matérias, de programar actividades, de corrigir trabalhos e, muitas vezes, isso é esquecido. Esquece-o quem determina e esquece-o a sociedade quando se espanta pelo facto de o professor estar ocupado fora das aulas. Como se todos pensassem que o professor tem o dom de chegar à sala de aula e abrir uma torneira donde jorra trabalho feito. Ou, então, que é um computador que armazena e actualiza dados automaticamente.
Estou frágil, porque gosto dos meus alunos, mas fico triste perante a displicência. Vejo-lhes no rosto (não sei ler na mão, embora às vezes desse jeito) que coabitam com muitas fragilidades: familiares, educativas, sociais, económicas… Sinto-me frágil, quando alguns alunos desperdiçam fortes capacidades enquanto outros, que nada esbanjam, infelizmente não as têm. Ou quando estudam afincadamente e com sucesso, tendo ainda tempo para participar activa e alegremente em actividades extra-curriculares e, mesmo assim, são incluídos no grupo dos jovens da cauda da Europa, para quem a escola não representa bem-estar.
Frágil, quando alguns alunos dizem que o Padre António Vieira viveu no século XIX, Almeida Garrett, no século XV… E voltamos atrás. E repito. E lemos textos. E vemos filmes. E fazemos visitas de estudo. E falamos. E escrevemos. E também nos rimos. E ligamos saberes do passado a realidades actuais para que o fio condutor seja mais longo e mais macio. E, mesmo assim: ai professora, pois é, já não me lembrava… Mas são eles que utilizam, nas aulas, o carrinho multimédia sem engano e com precisão. Sabem o significado de cada fio, de cada tecla, de cada botão…
Sinto-me frágil, porque é grande o cansaço à nossa volta. E irritabilidade. E vulnerabilidade. E mistério perante o enigma que é o futuro. Futuro que está a chegar e não se sabe como é nem como vem.
Frágil, porque tudo é frágil, embora isso seja cada vez mais natural.
Preciso de estímulo, de espaço, de tempo, de força… Ou melhor, precisamos. Para vencer toda esta fragilidade. Esta forte fragilidade."

18 de fevereiro de 2007

sra Ministra o Rúben é divertido...A sra também

"Meu, não dá para te passar tudo, mas é uma cena...Como é que t'hei-de dizer, assim uma cena um bocado marada que não dá prá agarrar logo! Tem bué de words novas, tu nem tosgas, eu pelo menos vejo-me à rasca. Aprofe também anda bimba com a cena, parece que não topa peva, é assim uma cena toda nova. Aquelas gaitas ca gente teve de encornar - os adjectivos, os verbos, essas cenas, 'tás a ver - agora tem tudo outros nomes,bué de compridos e depois cada cena com uma data de nomes.Por causa daquele baril que no outro dia dizia natelevisão que o fora de jogo "era consoante o árbito",até copiei a cena das consoantes que vem no paper:passou a haver consoantes surdas e sonoras mas,aguenta-te aí, que depois tens consoante oclusiva,fricativa, nasal, oral, lateral, vibrante e africada.Esta do africada julgo que é por causa dos blacks, e a minha miúda, que costuma ler os jornais, ficou lixada,diz que lhe parece é uma cena um bocado racista !Acho que é uma lei que os políticos fizeram e depois os profes têm de andar com a cena e a gente é que amoxa! Passas a ter de meter nos cornos que há verboprincipal impessoal, verbo pessoal intransitivo, verboprincipal transitivo directo, verbo principal transitivo indirecto e verbo principal transitivo directo e indirecto, uma cegada! Lá o que são verbos,ainda perguntei ao meu velho lá em casa e o gajo ládisse umas coisas, até falou da cena do transitivo,mas aí já foi muita areia - mas agora isto tudo!E, ainda por cima, dizem que é para a maralha aprender a escrever, a criar, como eles dizem, uma cena de"hábitos de leitura"! Topas, um gajo a querer ler uma cena numa curte porreira e vêm com esta trapalhada,mais vale um tipo agarrar as words do inglês, que dão para o computas e a malta até topa logo.Houve até um gajo -penso que é do sindicato ou uma cena assim, mas é fixe, alinha com a malta - que me disse que isto vem tudo do mesmo sítio, dos mesmos cromos doGoverno e do Ministério que também andam a despedir os profes, a inventar aquela cena marada das "aulas de substituição", a correr com o pessoal que tratava láda cantina e tudo isso, a fazer um granel do camandronesta cena toda.A minha esperança é que agora, com a TLEBS (topas?, a Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) isto vai ficar uma curte muito mais fixe evou ler o Fernando Pessoa." (Rúben de Carvalho)

8 de fevereiro de 2007

haja decoro nas 'condecorações'

Cavaco Silva condecorou em Belém, o ex-Procurador-Geral da República Souto de Moura e os ex-chefes militares que também deixaram funções em 2006,três ao todo. Porquê tanta condecoração «por destacados serviços prestados ao País no exercício das funções»? Mal empregado metal, diria o povo!
Haja decoro e consciência...depois das recambolescas 'quatro' substituições e qual delas a menos cinzenta.

5 de fevereiro de 2007

Clara...que sim!!! vinte valores

Terá sido certamente a melhor intervenção do SIM ao longo dos últimos dias, talvez meses.Em directo e a 'cores' ela pôs os estúdios da RTP2 em 'alerta vermelho'; a ira contida, a garra, a mordacidade, as lágrimas sentidas e a vergonha de ter sido levada a participar em 'Sociedade Civil' (tal a postura dos presentes J.Malta e Gentil Martins...)originaram um dos momentos mais bem conseguidos de debate (via TV) em directo.Único.Foi na 2ªf passada, mas só hoje aqui fica o meu testemunho, para que conste.Um dos técnicos presentes em estúdio, confirmou-me o pãnico em que a realização terá entrado, não percebendo mtº bem o que estava a acontecer nem o que fazer...a Clara Pinto Correia.

3 de fevereiro de 2007

Zeca Afonso - Foi há 20 anos

Passaram vinte anos e não parece:perdura a obra ímpar
de um dos ícones da liberdade e da música em Portugal


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