PhotobucketPhotobucketPhotobucketPhotobucket DES-ENCANTOS .................... blogo de notas: Fevereiro 2008

18 de fevereiro de 2008

A Chuva desce ...

Gosto da chuva, do vento, do som longínquo das trovoadas,
noite dentro, manhã fora ao som de Janis Joplin, relendo Pessoa.
(O verde do quintal é diferente e até os cinzentos aquecem)

A água da chuva desce a ladeira.
É uma água ansiosa.
Faz lagos e rios pequenos, e cheira
A terra a ditosa.
Há muitos que contam a dor e o pranto
De o amor os não qu'rer...
Mas eu, que também não os tenho, o que canto
É outra coisa qualquer. (F.Pessoa)


17 de fevereiro de 2008

Pontes e hospitais

Com tantas pontes e aeroportos é absolutamente natural que a 'Oeste'
venha agora reinvindicar 2 hospitais, como contrapartida.Óbvio.
Óbvio e divertido! Então se o 'movimento' e os naturais acidentes trouxerem
consigo mais acidentados e mortos, estes vão pró Oeste.

13 de fevereiro de 2008

pontes a pontapé

Como os meios económico/financeiros de que o país dispõe são afinal tantos e de aplicação diversificada penso que, analisando bem a 'grande Lisboa', deverão ser construídas mais 5 pontes, tantas as que são sugeridas, já que a fundamentação existe para todas elas; em boa verdade, e pensando bem ficaria a faltar uma que ligasse por exemplo o Seixal ao Barreiro, outra talvez do Barreiro à Moita etc...
Como solução complementar bom seria construir o aeroporto da Ota/Alcochete num sítio equidistante e que facilitasse a vida a todos: no Mar da Palha,por exemplo, aqui bem frente a Lisboa,a Alcochete,ao Montijo, ao Barreiro, Seixal...Uma solução excelente, já que para quem fez um no mar de Macau, facilmente constrói um aqui...
Com as tais 7/8 pontes à volta, bastaria 'um corredor fluvial' para 1 cacilheiro ir e vir de vez em quando, para ocupar os mais saudosos deste país surreal, e servir de atracção aos que aterrassem ou descolassem do dito aeroporto.

11 de fevereiro de 2008

Não apita

Aqui registo a minha estupefacção pelo espaço dado, pela imprensa em geral, TV's em particular, ao 'apito dourado'. Fantástico como se faz crer que vai haver algum 'culpado',que 'as coisas andam, apesar de durarem há 4 anos'(sic)...
uma vergonha o modo como tudo é transmitido, noticiado...e o ar sarcástico e gozão
da maioria dos ditos arguidos e seus 'defensores'!!!
Abrir e fechar telejornais como mais uma rábula destas é de um país menor.

2 de fevereiro de 2008

Ricardo A. Pereira e Álvaro Campos

Olha, Daisy: quando eu morrer tu hás de
dizer aos meus amigos aí de Londres,
embora não o sintas, que tu escondes
a grande dor da minha morte. Irás de

Londres p’ra Iorque, onde nasceste (dizes…
que eu nada que tu digas acredito),
contar àquele pobre rapazito
que me deu tantas horas tão felizes,

Embora não o saibas, que morri…
mesmo ele, a quem eu tanto julguei amar,
nada se importará… Depois vai dar

a notícia a essa estranha Cecily
que acreditava que eu seria grande…
Raios partam a vida e quem lá ande!(Álvaro de Campos)

ps:...eis o soneto que RAP sabiamente declamou e sobre
o qual dissertou, de improviso no 'dito café literário'.

1 de fevereiro de 2008

Ricardo A. Pereira

Ricardo Araújo Pereira é um dos 'gatos fedorentos', e certamente o maior deles.Era o convidado do mês.
A biblioteca de Oeiras, que é grande, foi muito pequena para ver e ouvir RAP em entrevista (quase sem perguntas!) a Carlos Vaz Marques-TSF, nesta última 4ªfeira; nem no dia da inauguração, tanta gente ali esteve...Com Lobo Antunes e J.Saramago o espaço chamado 'literário'esteve cheio mas não a abarrotar como agora, tendo o 'humor literário' como tema. Os do ‘Nobel’ em Estocolmo que estejam atentos e se cuidem! RAP bateu de longe Saramago e Lobo
Consegui(r) lugar na 3ª fila foi um privilégio, que nem o Presidente da CMO conseguiu. Neste ‘café literário’RAP pôs em evidencia não só o divertido , versátil e criativo guionista ‘gato’ que é, mas tb a sua vasta cultura e informação/formação literária, inteligência, acutilância, capacidade de citação,dissertação e relação com a poesia. Por vezes meteu o entrevistador no bolso...sempre com os presentes na 'mão'.
As duas horas esfumaram-se sem que alguém desse por isso.Um serão tão irrepetível quão original.
Aqui poderás ver, espreitar um pouco do que se lá passou.


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