PhotobucketPhotobucketPhotobucketPhotobucket DES-ENCANTOS .................... blogo de notas: Novembro 2014

17 de novembro de 2014

Deolinda - "Seja Agora" - Uma alegoria para o momento

Tem de acontecer, porque tem de ser
E o que tem de ser tem muita força
E sei que vai ser, porque tem de ser
Se é pra acontecer, pois que seja agora
Nós havemos ambos de encontrar
Um destino qualquer
Ou um banquinho bom para sentar
Vai ser tão bonito descobrir
Que no futuro só
Quem decide é a vontade

Link: http://www.vagalume.com.br/deolinda/seja-agora.html#ixzz3JN1mCTua






A Safra Deste Ano

Saffra é um projeto que funde a música tradicional portuguesa com a modernidade do Fado.Gosto.



12 de novembro de 2014

O Barco Vai de Saída | António Zambujo & Ana Moura

 António Zambujo & Ana Moura no Coliseu. Uma leitura-cantada diferente



O barco vai de saída
Adeus ao cais de AlfamaSe agora ou de partida
Levo-te comigo ó cana verdeLembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventuraP'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata venturaBem me posso queixar
da Pátria a pouca farturaCheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vidaCom tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltosQue eu vou de fugida

Sem contar essa história escondidaPor servir de criado essa senhora
Serviu-se ela também tão sedutoraFoi pecado
Foi pecadoE foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa


Gingão de roda batidacorsário sem cruzadoao som do baile mandado
em terra de pimenta e maravilhacom sonhos de prata e fantasia
com sonhos da cor do arco-írisdesvaira se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunadamarrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronhavou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegriasó vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águasvou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentosarrepiaarrepia
e arrepia sim senhor que vida boa era a de Lisboa


O mar das águas ardendoo delírio do céu
a fúria do barlaventoarreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar vira o barco na curva da morte
e olha a minha sortee olha o meu azar

e depois do barco virado grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcossão mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonhaaquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do infernovai ao fundo vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor que vida boa era a de Lisboa





'Desfado'

Ana Moura e Zambujo em noite especial e única.




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